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segunda-feira, 28 de junho de 2010

"Espaço curvo e finito", por Saramago.










Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças e ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe, um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.


José Saramago, no livro Os Poemas Possíveis.


Com foto de Pedro Walter: José Saramago na praia Quemada, entre Yaiza e Tías, Lanzarote (Canárias).


Li no As folhas ardem.

Salve, salve: pra sempre Saramago!

quinta-feira, 4 de março de 2010




















Entendido já foi que a palavra que define exatamente este novelo é remorso, mas a experiência e a prática da comunicação, ao longo das idades, têm vindo a demonstrar que a síntese não passa de uma ilusão, é assim, salvo seja, como uma invalidez da linguagem, não é querer dizer amor e não chegar à língua, é ter língua e não chegar ao amor.

José Saramago, em O evangelho segundo Jesus Cristo.

Li no (o grifo é meu).